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1. O que é a asma e como ela se desenvolve?

A asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por hiperreatividade das vias aéreas inferiores e por limitação váriavel ao fluxo aéreo, que pode ser reversível espontâneamente ou com o tratamento. Ela se manifesta com episódios recorrentes de chiado no peito, falta de ar, tosse e aperto no peito, principalmente a noite e pela manhã ao acordar.


2. Quais os principais sintomas?

Dispnéia (falta de ar), tosse e sibilância (chiado) constituem a tríade clássica de sintomas associados à asma. Os sintomas normalmente se apresentam de forma episódica (crises), recorrente e sendo mais intensos a noite e pela manhã. Os eventos podem ser desencadeados por fatores precipitantes como: infecção respiratória viral, exposição a alérgenos (como pólens, fungos, ácaros, pêlos de animais, fibras de tecidos), exposição a irritantes (como fumo, poluição do ar, aerossois), medicamentos (aspirina, anti-inflamatórios não hormonais, beta-bloqueadores), alterações climáticas, alterações emocionais (riso, ansiedade) e exercícios. Durante o período intercrise, o paciente geralmente permanece sem sintomas, embora nas formas graves da doença os sintomas possam ser contínuos.


3. A asma não tem cura. Como fazer para preveni-la? Para evitar crises?

Apesar de não haver cura para a asma, pode-se obter um bom controle da doença, com melhora na qualidade de vida, tomando algumas medidas essenciais. Dentre elas, é importante manter atividade física normal, incluindo a praticar de exercícios físicos; ter uma boa orientação e educação sobre a asma, realizar a vacinação anual contra a gripe, evitar a exposição ambiental e/ou ocupacional aos alergenos desencadeantes (como ácaros, pêlo de animais e poeiras), evitar o tabagismo e exposição passiva ao cigarro. Também é importante fazer o uso regular da medicação prescrita para o tratamento da asma e saber identificar os sinais de alerta em caso de exacerbação(crises). Estas medidas são fundamentais para evitar a progressão da doença e manter a doença sempre estabilizada.


4. Como é o tratamento para asma?

Os medicamentos da asma podem ser divididos em 2 grupos: os controladores da doença, conhecidos como tratamento de manutenção e o tratamento de resgate (crises), para alívio dos sintomas. É preferível que o tratamento seja realizado com medicamentos por via inalatória, por terem um início de ação mais rápido e com menos efeitos colaterais, uma vez estas medicaçõe agem diretamente na mucosa respiratória. Habitualmente o tratamento de manutenção da asma deve ser iniciado com a associação de um corticoide inalatório em baixas doses associados a um beta-2 agonista de longa duração. O paciente também deve ser orientado a usar beta-2 agonista de curta ação para alívio de sintomas ou durante as crise de asma, conforme a necessidade.


5. Como é feito o diagnóstico da asma? É possível saber o que desencadeia as crises em cada paciente?

O diagnótico da asma é feito primordialmente com base na história clínica do paciente. Desta forma, se o paciente apresenta sintomas característicos (dispnéia, tosse e sibilância) e há identificação de fatores desencadeantes, o médico está autorizado a iniciar o tratamento. A espirometria é o principal exame complementar no diagnóstico da asma, sendo que o padrão habitualmente encontrado é a presença de obstrução ao fluxo aéreo e prova broncodilatadora positiva. No entanto, vale a pena lembra que a espirometria pode ser normal em períodos de estabilidade da doença, por isso este exame nunca deve ser intepretado isoladamente.